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Com a Palavra

NOSSO LÍDER

-josé-cláudio-bezerra-gar

PASTORAL
24/05/2015

 

“TRAIÇÃO”

 

No livro “O Totem da paz”, Dom Richardson relata a sua experiência como missionário entre os sawis, povo nativo da parte ocidental na Nova Guiné. Uma das principais características daquele povo era o cultivo da traição como uma virtude. Havia até uma certa competição entre eles para saber quem era mais criativo ao atrair o inimigo para depois matá-lo. Por isso, quando ouviram pela primeira vez a história da Páscoa, os sawis, para espanto do missionário, reverenciaram Judas Iscariotes; porque para eles, este era o verdadeiro herói da história por ter conseguido enganar Jesus, fingindo-se de seu amigo.

Trair é dizer uma coisa e fazer outra. É o que faz o marido ou a esposa que promete fidelidade ao outro, mas não faz o que disse. É o chefe que finge aceitar a idéia do funcionário para depois implementá-la como sua. É o amigo que declarou lealdade e quando o outro precisa de auxílio ele se omite. Traição é quando os filhos ‘fingem’ que ouvem e concordam com as palavras de seus pais, mas depois fazem tudo ao contrário.

Traição é quando a família sabe da sua responsabilidade mútua de cuidado, amor, carinho, proteção, respeito, etc. e não cumpre o seu papel.

A traição também se caracteriza quando afirmamos que temos a Deus como Senhor e não lhe obedecemos. Quando lhe negamos o direito de dirigir as nossas vidas. É afirmar: “Tudo, ó Cristo, a ti entrego” e continuar controlando algumas áreas da vida.

O relato da traição de Judas serve de alerta para nós. Ele traiu Jesus, trocando-o por dinheiro. E nós? O que é tão importante ou o que está nos atraindo tanto ao ponto de ameaçar a nossa fidelidade em relação ao conjugue, aos filhos, aos pais, aos amigos, aos irmãos em Cristo e principalmente em relação a Deus?

Atenção! Porque trair e coçar é começar!

Pr. Cláudio Garcia 

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