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PASTORAL
28/09/2014

“Religião e Política”

O ditado “futebol, religião e política não se discute” parece que perdeu seu propósito. O que mais se discute nesse país são exatamente esses assuntos. A religião tem cada vez mais influenciado o resultado das eleições. Pela primeira vez, dois candidatos à Presidência são declaradamente evangélicos – Pastor Everaldo e Marina Silva. Para governar o Estado do Rio de Janeiro, também aparecem dois candidatos evangélicos – Marcelo Crivela e Antony Garotinho. Para os demais cargos de Deputa Estadual e Federal e para o Senado, 327 candidatos se apresentam como evangélicos. Deste grupo 273 são intitulados de ‘pastor, missionário, bispo ou apóstolo’. Com base nesses números, não é difícil afirmar que há uma força evangélica ou religiosa.

A presença dos evangélicos na política reflete a dinâmica da cultura brasileira, em que as religiões têm importante papel na ordenação e no sentido da vida. Segundo o cientista político Sandro Amadeu (Presbiteriano) foi só a partir de 1980 que ganhou força a ideia que os evangélicos deveriam participar da política. Antes havia o consenso de que ‘crente não se mete em política’. A partir da Constituinte, a máxima dos evangélicos mudou para ‘irmão vota em irmão’(!?).

O fato é que neste processo tanto os candidatos como os eleitores, especialmente os evangélicos, precisam manter seus valores cristãos crendo que é através deles que podemos transformar o nosso país. Por isso religião e política devem ser discutidas sim, para que no uso do direito, da liberdade e da responsabilidade cada um faça a sua parte. E assim, contribuirmos para o bem comum pois “feliz é a nação que tem o Senhor como Deus”.

Pr. Cláudio Garcia